Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

o lado negro da princesa

o lado negro da princesa

Benevolência do universo, precisa-se

02.07.25, Mary
(Este post é provavelmente dos mais importantes e pessoais que já escrevi. Desabafo duro e honesto. Apenas. ) Procuro o meu lugarzinho no mundo. O lugar onde me sinta em casa, em paz. Sem cobiça nem inveja. Sem me sentir a mais, sentimento tão companheiro como o desamparo. Na terapia ainda não toquei no assunto, talvez com medo de que pareça algo menor, sei lá. Mas é algo presente. Começando pelo início, o meu irmão era filho único, mimado por uma família. Saí da escuridão (...)

O tempo não espera

20.06.25, Mary
E tem sido cruel comigo. A doença veio depois de um acidente de trabalho num sítio onde detestava estar, onde era mal vinda desde que pus lá os pés num primeiro dia de quase dois anos e meio. Na altura sentia-me com coragem para enfrentar tudo e todos, nada me afectava (achava eu!). Eu ia sair gloriosa da situação e a outra colega ia embora. Final feliz. E efectivamente ela foi embora, no dia seguinte foi o meu último dia lá. Ironias... Depois passei meses sem querer ver ninguém, (...)

De mim

Para mim

21.10.24, Mary
Está tudo bem? Sabes perfeitamente que não...Não consegues encarar o tamanho que vestes atualmente. Por muito que vejas testemunhos positivos e isso, não consegues. E com isso, mal te encaras ao espelho. A auto-estima outra vez no lodo. Voltas a sentir-te patinho feio, ou melhor, fazendo jus às tuas curvas atuais, uma avestruz. Era mais fácil recorrer a lugares comuns pra te levantar a moral, mas... lembras-te de quando duvidavam que saisses de casa? Saiste e conseguiste. Carta de (...)

Ser forte? Pois..

09.01.21, Mary
É o frio que regela os ossos e o ânimo... É o cansaço... São as distâncias. Acho que qualquer estrada no inverno parece eterna... É o sono mal dormido, ter pesadelos é o meu novo must.  São as discussões por coisinhas, agigantadas ao fim do dia com tudo em cima.  É o stress que nunca cessa... É a pandemia e as restricções, a ansiedade que causa, já não se sabe muito bem como se viver... É o medo de o perder. É o constante meter os pés pelas mãos e tropeçar nas (...)

Dias maus que não são mais do que isso

05.11.20, Mary
Há dias em que não dá. Em que nos sentimos obesas e com o ânimo de um suicida... Em que o batom vermelho parece rasca e os saltos altos só nos faz parecer uns espantalhos. Em que a comida não sabe a nada. A vida não sabe a nada. Mas a gente segue... Sem atitude, mas com a solicitude que a rotina obriga a ter. A vida lá fora não pára só porque estamos na merda. Mais dia menos dia paga-se o preço do marasmo. Recorre-se aos livros de auto-ajuda e a frases inspiradoras do fulano (...)

Desejo secreto

31.10.20, Mary
Headphones, música a top e ir dançar por aí. Ele não sabe, desconfio que não gosta e admito que a ideia me sabe a um tanto quanto proibida mas... Gosto tanto de dançar. Esqueçam as coreografias de filme, a verdadeira dança é a que nos sai instintivamente ao som da música. Vibrar ao som da música. Libertar o corpo em movimentos simples. Dança soa a liberdade. Dançar liberta. E apetece tanto...