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o lado negro da princesa

o lado negro da princesa

Rosa dos ventos

Escolhi o amor para me nortear. Embora seja imprudente, embora geralmente a razão tenha que prevalecer, embora não se possa fazer tudo desenfreadamente, apaixonadamente se avança sem medo e depois... e depois logo se vê. 

O amor é o norte, o bom senso fica mais a sul e a leste fica o que é suposto fazer. A poente ficam as consequências e algum arrependimento.

Há-de correr bem. Vai correr bem. 

Quer dizer...

O lugar das estacas

Nunca fui de ficar. Nunca tive a necessidade de pertencer ou ter raízes, nunca procurei o meu lugar, nunca senti aquela coisa de... eu sou dali, ou eu venho dali.

Na aldeia, dizia que era da vila. Quando fui morar para a vila descobri uma identidade aldeã que até então desconhecia. E na vila já dizia que era da aldeia. 

Agora que moro noutro concelho, noutro distrito, á beirinha do Douro igual, numa aldeia pequenina mas muito falada por causa do comboio, também não me sinto de cá. Cum caraças.

And still go on

Há um quisto nos dentes. Há um implante enterrado no braço esquerdo. Há antibiótico pra tomar, há dores, há dor...

Há saudades. E um certo arrependimento, não dar valor ao que tinha, agora é tarde, e agora, e agora...

Há um certo navegar na maionese. Vontade de arriscar, mudar tudo mais uma vez, mudar a ver se é de desta que me sinto pertença, se ganho juízo e assento arraiais...

Mas parece que só estou bem onde não estou.